sábado, dezembro 15, 2007

10/05/07

Estou doce. É bem verdade que sou doce e que mais doce do que eu já sou fica enjoativo e nem eu aguento. Fofura demais afoga e gasta. Acontece que tive stress e ternura o dia inteiro e que matei meias saudades de quem me faz muita falta. Deu vontade de abraço que nunca tive pra ver se a saudade dos assuntos sempre interessantes passa. Não passa. Se os assuntos não forem correntes e diários e se a minha vida não estiver atualizada na cabeça dele enquanto a dele está na minha a saudade fica fixa no nosso peito. Estou doce por que um amigo assim tatuado é coisa que precisa ser consumida em doses constantes. Estou doce por que falta um pedaço de mim e sobra outro. E por que eu sempre estou lá, mesmo quando digo que não e quando fujo. Estou doce por que sou irresponsável e feita de luz e sombra como uma estrela - agora eu sou um cometa. Tenho que correr e qualquer força gravitacional me puxa e me gasta. Eu gosto dessa coisa gasta. Outra coisa, descobri que não sou romântica como pensava. Esses símbolos e esse exagero e toda aquela coisa da idealização estão longe dos meus pés fixos em chão. Mas eu vôo. Eu vôo e vou aonde precisar. Descobri que não sei quando é onde ou aonde. Este cansaço me faz sem pedaço e partida, mas eu não parto. Eu fico, e inteira. Sou teimosa e orgulhosa demais pra não ficar.