terça-feira, janeiro 01, 2008

Reveillon

Não acredito mais em promessas de ano novo. Vesti-me de branco pra ver se esse ano arurmo um pouco de paz (coisa que nunca quis, mas que anda me faltando por completo). O vestido é bonito e foi muito bem escolhido. Resolvi também que esse seria um ano de escolhas minhas e de tentar não deixar ninguém mais me pisar.
Tenho essa mania egocêntrica de querer carregar o mundo nas costas. Não dá certo. Então resolvi que não ia ficar na porcaria da festa que não era festa e na qual eu realmente não queria ficar. Mas ela ficou lá, mesmo eu querendo carregá-la nas costas.
Aí agora eu não consigo pegar no sono por que ela não vai chegar tão cedo e eu não confio nem nela nem em ninguém de lá. Meu lado sádico diz que é bom que ela fique e se estrepe inteira.
Meu lado mãe do mundo diz que eu devia tê-la trazido debaixo de chineladas.
Meu lado mãe até acha bom que ela se estrepe, mas não vai admitir por que isso não é coisa de mãe, é coisa de pai. Mãe dá colo.
Não quero dar colo. Quero dar chineladas ou deixar que ela tome as chineladas que tem que tomar.
Mas a tal paz eu não tenho e abro meu ano assim, insone, sem festa e preocupada por conta dessa mania ridícula e egoísta de achar que o mundo tem que estar nas minhas costas.

Um brinde?