sábado, novembro 04, 2006

Janaína

Janaína gostava bastante de vínculos. Se prendia sempre à eles. Vitor, no entanto, gostava de meninos. Janaína gostava de Vitor. Vitor gostava de astronomia. Janaína queria Vitor um tanto que doía.
É certo que ela não ia conseguir. Janaína era muito grande e desengonçada. Era feia. Era meiga que só ela. Era um amor. Tinha dentes grandes e unhas mal-feitas. Vitor preferia outra coisa. Antes estrelas que Janaína. Vitor nem via Janaína.
Ela o seguia e idolatrava. Era Vitor nos céus e vontade de cama. Era vontade inenarrável de cravar os dentes no pescoço dele. Ele nem olhava. Ela só faltava abanar o rabo murcho.
Quando eu digo que ela era feia, não exagero. Ela era pior do que você está imaginando. Essa, no entanto, não é uma história a lá Cinderella em que Janaína vai aprender a andar de salto e usar aparelho pra ficar gostosona. Feia não é estado. Feia está inerente à Janaína. Janaína feia chega a ser redundante. São quase sinônimos.
Acontece que os feios amam e gozam. Vitor nem ligava. O gozo estava em outro sexo. Desvincular, circular, sanguíneo. Vitor era furacão e queria comer o mundo todo. Sexualmente. Até comeria Janaína, mas ela estava abaixo das estrelas, e ele sonhava demais pra conseguir pegar o palpável.

6 comentários:

psicoMILO.o disse...

Nham..

Depois da Anita, chegou a vez da Janaína...

Pergunta... essa também é inspirada em fatos reais?
rs

=**

FLORA disse...

Vitor era furacão e queria comer o mundo todo. Sexualmente. Até comeria Janaína, mas ela estava abaixo das estrelas, e ele sonhava demais pra conseguir pegar o palpável.
Muito engraçada essa parte...
Como diria o Grabde Raul: Muita estrela pra pouca constelação...

disse...

Janaína deve ser daquelas pessoas que gosta de sentir a textura àspera das paredes de seu quarto com a testa, massageando-a (a parede, a testa apenas por consequência) com pancadas barulhentas, de fazer a casa inteira ouvir bate-estaca e de desviar para a cabeça o que antes estava no peito ou no cotovelo...

Vitor deve ser daqueles que mastiga a própria língua ao morder um hamburger e chama Deus de rebento de uma meretriz, sem perceber que o incapaz de mastigar a própria comida não é Deus, e que aquelas estrelas que ele está vendo já se apagaram, como todas as outras... O mundo todo acabou, menos o lugar onde ele está... E é por isto que ele está, ainda, vendo as estrelas... Por que o lugar onde ele está é o orifício anal do mundo, aonde tudo chega muito depois...

Inclusive a luz das estrelas...

Até o fim...

haroldo disse...

muito que essa história eu conheço!

somebody disse...

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