domingo, agosto 17, 2008

O intelectual

Ele era tão temperamental e fraco que confundia. Não era possível saber se gostava de alguma coisa. Ele era responsável e dedicado, mas ranzinza. Não queria ninguém por perto que não fosse uma enciclopédia ambulante.
“Afetos a gente joga no lixo. Não servem pra nada.” Dizia e depois se apaixonava por várias mulheres que não gostavam dele só pra ele ter certeza que não devia mesmo sair do rumo.
E vivia triste e sozinho.