quinta-feira, setembro 13, 2007

Isso

Então tá.
Não ando com cabeça de pessoa-leitora. Na verdade, tenho sono e preguiça de dormir.
É meu diário.
Eu devia publicar um texto que eu escrevi ontem e se chamava Beatriz.
Pensávamos as mesmas coisas, no fim.
Devíamos questionar o mesmo vilão, o grande monstro que me atrapalha a vida. O nome é sociedade, eu acho.
Sou sociopata com cara de menina moça.
Sou gracinha.
Mas isso tudo, como as atrocidades as bombas e as minhas ameaças sobre mim que não sou eu ou mais e menos e pernas, é mentira.
Na verdade, eu minto.
É que se a gente não faz propaganda, as pessoas não vêm.
Foi isso que ele me disse quando eu perguntei pelas promessas que ele me fez.
E eu respondi que a propaganda era enganosa, rindo.
A questão é que eu não gosto que mintam pra mim. Quero mais que mentira.
Se ele não precisasse mentir pra mim teria tido segundas e terceiras chances. Mas mentir pra mim é burrice.
O outro não mentia.
Era um escroto.
Mas não mentia.
E aí entra em voga essa coisa de vínculos.
Não sei por que estou escrevendo algo parecido com um poema se ando sem cabeça pra poesia. Tentei ler. Juro. Mas não desceu e poesia tem que ser degustada feito vinho.
Não consegui.
Ainda sou eu quem mora nesse corpo e a dona dessa mente.

Não foi dessa vez, mas quase.
Estou pensando em coisas que rimam com mente.
Você mente?

Veio uma música velha na cabeça e eu fico pensando se o que eu escrevo é ou não é atemporal.
É sentimento, minha flor, quase magia.

Eu acho que não sinto tanta falta assim de poesia.
É.
Eu minto.